Fonoaudiologia hospitalar não é subitem: por que o Brasil precisa rever a contratação e a remuneração dos serviços especializados
A Fonoaudiologia especializada ainda é frequentemente contratada, no setor público e no privado, como subitem assistencial, posto de trabalho ou componente acessório de pacotes terapêuticos mais amplos. Este artigo sustenta que esse modelo empobrece a remuneração, dilui a responsabilidade técnica e compromete a segurança do paciente. Em resposta, propõe o Modelo TEIA FONO e a lógica que chamo de Remuneração por Lastro Assistencial e Segurança Fonoaudiológica (RLASF), com foco em aderência técnica ao objeto, valor assistencial, qualidade mensurável e accountability clínica. A tese central é objetiva: serviços fonoaudiológicos especializados não devem ser comprados como mera presença operacional, mas contratados e remunerados como infraestrutura clínica estratégica.




