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Fonoaudiologia hospitalar não é subitem: por que o Brasil precisa rever a contratação e a remuneração dos serviços especializados

A Fonoaudiologia especializada ainda é frequentemente contratada, no setor público e no privado, como subitem assistencial, posto de trabalho ou componente acessório de pacotes terapêuticos mais amplos. Este artigo sustenta que esse modelo empobrece a remuneração, dilui a responsabilidade técnica e compromete a segurança do paciente. Em resposta, propõe o Modelo TEIA FONO e a lógica que chamo de Remuneração por Lastro Assistencial e Segurança Fonoaudiológica (RLASF), com foco em aderência técnica ao objeto, valor assistencial, qualidade mensurável e accountability clínica. A tese central é objetiva: serviços fonoaudiológicos especializados não devem ser comprados como mera presença operacional, mas contratados e remunerados como infraestrutura clínica estratégica.

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FONOAUDIOLOGIA HOSPITALAR, Gestão e Governança em Saúde, Políticas Públicas em Saúde

Saúde digital na primeira infância e continuidade do cuidado: o que a telefonoaudiologia revela sobre um desafio maior do Brasil

A telefonoaudiologia não deve ser vista apenas como atendimento remoto. Quando analisada sob a ótica da saúde pública, ela revela um desafio nacional mais amplo: como organizar cuidado híbrido, acesso especializado e continuidade assistencial em um país marcado por desigualdades territoriais, barreiras logísticas e distribuição assimétrica de profissionais. Este artigo examina por que o debate precisa sair da lógica da conveniência digital e entrar no campo do desenho institucional, da triagem clínica, da integração com a rede e da governança do cuidado, especialmente na primeira infância, na maternidade e na reabilitação da comunicação.

Artigo por: MSc. Mauricio Pereira Malta – Mestre em Administração Pública, Professor, Palestrante, Especialista em Desenvolvimento e Modelagem de Politicas Públicas. Especialista em Inovação e Liderança pela Havard Kenedy Business School.
Fga. Gessandra Malta – Fonoaudióloga, Mestranda em Saúde Materno Infantil. Especialista em Fonoaudiologia Hospitalar e Intensiva, com pós-graduação em Gerontologia, Disfagia e Cuidados Paliativos.

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ECÔNOMIA DA SAÚDE, FONOAUDIOLOGIA, POLÍTICA PÚBLICA

Intervenção Fonoaudiológica em Pacientes Críticos com Covid-19: Impactos na Deglutição e Voz

O Covid-19 é uma doença infecciosa respiratória aguda, potencialmente grave e de elevada transmissibilidade e de distribuição global. A progressão grave da doença pode resultar em um número elevado de adultos em cuidados intensivos com exigência de ventilação mecânica. A intubação orotraqueal está intimamente associada ao risco de disfagia pós-extubação, agravando o risco de aspiração e gerenciamento de secreções.

Objetivo: realizar um levantamento da literatura sobre a atuação do fonoaudiólogo em pacientes com COVID-19 que evoluíram para ventilação mecânica invasiva. Métodos: trata-se de uma revisão da literatura realizada nas bases de dados Scielo, PubMed, LILACS e MedLine, incluindo estudos publicados entre os anos de 2019 e 2022.

Resultados: nos estudos foi possível constatar o impacto da intubação orotraqueal na deglutição e comunicação dos sujeitos que evoluíram para estágio crítico da doença, além de constatar a importância do fonoaudiólogo para minimizar os riscos de pneumonia aspirativa e aumento de morbidade e mortalidade.

Conclusão: O trabalho fonoaudiológico frente ao paciente com COVID-19 é indispensável na equipe multiprofissional, embora ainda seja pouco propagado, é um profissional fundamental na avaliação, diagnóstico e tratamento com intervenção precisa e direcionada.

Raí dos Santos Santiago, Alana Tagarro Neves, Gessandra Valéria da Silva Oliveira Malta, Carolina Fiorin Anhoque – 12/03/2024

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FONOAUDIOLOGIA HOSPITALAR

Impacto na Deglutição e Voz Após Intubação Orotraqueal Prolongada | Medfono

Os indivíduos acometidos com COVID-19 podem apresentar-se assintomáticos, sintomas leves ou na forma grave com pneumonia acompanhada de falta de ar, o que levou muitos pacientes a ter complicações respiratórias graves exigindo a intubação orotraqueal. Estes admitidos na UTI requerem uma duração mediana de ventilação mecânica mais longa do que a pneumonia viral não COVID-19 sugerindo um risco aumentado de disfagia e disfonia nesta coorte. Objetivo: realizar um levantamento da literatura sobre o impacto na deglutição e voz nos indivíduos acometidos pela covid-19 e que necessitaram de intubação orotraqueal maior que 15 dias. Métodos: trata-se de uma revisão da literatura realizada nas bases de dados Scielo, PubMed, LILACS, MedLine e Google Scholar, incluindo estudos publicados entre os anos de 2019 e 2022. Resultados: em todos os estudos foi possível constatar o impacto da ventilação mecânica na deglutição e voz dos sujeitos que evoluíram para estágio grave da doença, além de evidenciar a importância do fonoaudiólogo para avaliação e reabilitação. Conclusão: a intubação orotraqueal prolongada no paciente com Covid-19 é o principal contribuinte para quadros de disfagia e disfonia acentuada.

FONOAUDIOLOGIA HOSPITALAR

Alana Tagarro Neves; Raí dos Santos Santiago ; Gessandra Valéria da Silva Oliveira Malta e Carolina Fiorin Anhoque

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